Welcome to Riverdale

E o meu vício em séries não me dá sossego. Mal eu termino de assistir uma série nova já surge uma outra história eletrizante pra me prender. Depois do meu post sobre as séries teens de terror/suspense, achei que eu sossegaria um pouco com o gênero, mas hoje vim aqui para falar sobre Riverdale, a nova série CW, que no Brasil é exibida pela Warner Channel. Riverdale é baseada nos quadrinhos da Archie Comics, que acabou virando desenho, lá na década de 60, conhecido como a Turma do Archie, e há, também, a presença de Josie e as Gatinhas (acho que você deve se lembrar delas), no entanto, o enfoque aqui é bem sombrio. A história começa com a morte de Jason Blossom (Trevor Stines), irmão gêmeo de Cheryl Blossom (Madelaine Petsch), os jovens da família mais rica da pequena cidade de Riverdale, e sua trama se desenvolve na busca pelo seu assassino.

No decorrer dos episódios vamos acompanhando e conhecendo mais sobre os moradores dessa cidade e percebendo que todos os personagens se escondem por trás de segredos e mentiras (o que torna a história ainda mais interessante) desde o protagonista Archie Andrews (K.J. Apa), que sonha em viver de sua música, até os controladores pais de Betty Cooper (Lili Reinhart), melhor amiga e vizinha de Archie. É, também, logo no primeiro episódio, que somos apresentados a Veronica Lodge (Camila Mendes), uma patricinha recém-chegada de Nova York, após seu pai se envolver em em escândalo nacional, e a Jughead Jones (Cole Sprouse), melhor amigo de Archie, o esquisitão da cidade.

Sei que tudo isso tem um que de Pretty Little Liars, mas por mais que soe como uma série adolescente de mistério brega e totalmente clichê, ela tem um potencial enorme, uma história intrigante que, se bem desenvolvida, pode se tornar seu mais novo vício. Confesso que já estou bem viciadinha, mas se você ainda não se convenceu, talvez os 92% nas top críticas do Rotten Tomatoes te convença, a crítica tem falado super bem da série na gringa, e isso inclui o New York Times e o Washington Post, mas óbvio que você não é obrigado a gostar também, mas quem sabe isso te instigue a pelo menos dar uma chance pra série.

Riverdale vai ar todas as segundas-feiras às 21h40 com reprise aos domingos às 09h20.

Minha história capilar e como aprendi a controlar as madeixas

Fala-se muito em auto aceitação e empoderamento nos dias de hoje, não apenas por ser um assunto da moda, mas porque realmente é algo importante pra caramba. Confesso que ainda tenho algumas confusões com os termos vez ou outra, eu acho que é muito importante sim a gente aceitar quem somos e como somos, mas há aquela linha tênue e muito delicada entre aquilo que fazemos porque não nos aceitamos da maneira que somos e o que fazemos porque realmente queremos e nos sentimos melhor fazendo, e isso às vezes acaba se confundindo por si só.

Eu admito que sempre me gostei mais de cabelo liso, portanto, fui escrava da chapinha durante um bom tempo, mas nunca deixei que isso me afetasse a ponto de não sair de casa se não estivesse de chapinha, de vez em quando eu até resolvia usar ele ao natural, (o que durava no máximo uma semana), mas era, de fato, com o cabelo liso que eu me sentia mais bonita, quando eu me olhava no espelho e gostava mais do que via. Meu cabelo já teve vários aspectos, mas num geral ele sempre foi muito “armado”, um pouco sem forma e com muito frizz, é uma mescla de cachos indefinidos e outros mais definidos (em 2011, como na foto acima, ele estava mais cacheado), o que chamaríamos, na verdade, de ondulado, mas definitivamente bem longe do liso, então, meu maior trabalho era pra conseguir controlá-lo. Cheguei a fazer progressiva umas duas vezes, mas não diminuía a trabalheira pra cuidar, já que tinha que secar com o secador, e ainda assim não ficava liso liso, acabava sempre tendo que complementar com a chapinha do mesmo jeito.

Por fim, com o verão aí, sem paciência de passar mais um ano na sofrência, afinal, quando a idade vai chegando, e o empenho vai indo embora, então não tenho mais vontade de ficar suando em bicas na frente do secador a cada lavagem, então decidi me libertar. Fui para o mar, corri, suei a cabeleira, lavei quantas vezes possível e to curtindo o meu volume, que já é bem menor que em anos atrás. Agora eu só preciso mesmo é me recuperar da franjinha ridícula que decidi cortar, pra jogar o cabelão pro lado com gosto. Na foto acima ele já estava bem mais bonito, brilhoso e com menos frizz (e estava 100% virgem), repara que eu dava uma leve chapada nas pontas.

Com isso aprendi a dar pra ele o que ele precisa, pra ajudar a controlar o volume e deixar ele mais do jeito que eu gosto. Não aplico nenhum segredo mágico, é mais um leave-in mesmo e procurar manter ele afastado do vento quando molhado, além de NUNCA, mas nunca mesmo, passar a escova. Ainda há muita falta de conhecimento sobre os cabelos ondulados, cacheados e crespos, e considero o maior erro do mundo pentear ele depois de seco, ele perde toda a forma, além de ser um grande inimigo do volume (se esse é um problema pra você). Portanto, escova/pente só com o cabelo recém saído do banho e/ou durante, que é o meu caso. E é isso, aprendi a lidar com ele e agora é só alegria. Não precisei fazer nenhum tipo de transição, pois a escova já nem estava mais no meu cabelo, uma vez que era algo que fiz só uma vez (tinha feito outra 6 anos atrás) e nem tinha pegado direito, então pra mim foi super natural. Mas se você está pensando em aderir ao seu cabelo natural e tem essa questão, indico muita pesquisa sobre o assunto, e têm ótimas blogueiras que também estão passando por esse processo, uma delas é ninguém mais que a Bruna Vieira do Depois dos Quinze, que inclusive fez esse post aqui sobre o assunto.

Finalmente consegui chegar em um aspecto que estou amando muito. Ele está com menos volume, não está tão brilhoso e sedoso como na segunda foto porque química tem dessas coisas, neah, mas num geral estou bem satisfeita. O meu cabelo é mais liso na raiz mesmo, mas as vezes eu dou uma chapadinha despretensiosa na franja porque ela está curtíssima e está em dando o maior trabalho pra deixar ela bonitinha, mas creio que quando ela crescer nem isso mais será necessário. Acho que o importante nisso tudo é você aprender o que fica bem no seu cabelo, como ele fica melhor em você e o que deixa ele mais bonito. Eu estou muito feliz com o meu.

Conheça: Louane

Esse post é pra quem gosta de música (faz tempo que não falo sobre isso aqui), pra quem gosta de conhecer música nova, mas principalmente pra quem quer sair da zona de conforto e ouvir algo além do inglês e do português. Eu amo inglês, amo músicas em inglês, e elas foram a peça chave pra que eu aprendesse a língua, e confesso que sempre tive um pouco de preguiça de ouvir canções que não eram em inglês ou português. Sentia uma certa estranheza, além de me incomodar um pouco ouvir uma música que eu não consigo entender, até que conheci a Louane.

Louane Emera, ou apenas Louane, é uma cantora e atriz francesa de apenas 20 anos, o som dela é pop e algumas canções são bem chiclete (apesar de não saber a língua). Ela ficou conhecida na França por sua partição na edição de 2013 do The Voice francês, em que chegou até a semifinal. Em 2014 Louane estreou na carreira de atriz, com o filme La Famille Bélier, pelo qual ganhou o César de atriz revelação. O César, pra quem não sabe, é o equivalente ao OSCAR lá da França. Seu primeiro álbum, Chambre 12, lançou em 2015 e é cheio de músicas super gostosinhas. Confiram algumas:

Ela tem uma voz super doce e é muito fofinha. As minhas músicas favoritas são Avenir, No Secrets e Jour 1. Agora só me resta aprender a cantá-las (o que já estou providenciando). A minha dica está aí, aliás, é uma ótima dica pra quer quer aprender francês, eu aprendo muito melhor com música e filmes. O que acham?

Espero que tenham gostado da indicação, eu estou bem viciadinha, vou lá continuar treinando meu francês. Até mais!

Precisamos falar sobre Lion

Estive frenética na minha maratona do OSCAR durante esse mês e devo dizer que, ACABEI! Basicamente, na verdade falta um filme e mais dois da categoria de animações. UFA! Mas a gente precisa falar de um filme que me ganhou, e apesar de eu não nutrir nenhuma esperança de que ele vá ganhar o prêmio principal, o que importa é que ele me tem e que por mim daria todos os prêmios pra ele (ao todo são seis indicações, incluindo melhor filme). Eu estou completamente apaixonada por essa história. Eu tenho amado que essa temporada está cheia de histórias reais incríveis e maravilhosas, Lion é uma delas, e minha favorita.

A história começa na Índia na década de 80, com o garotinho Saroo e seu irmão mais velho, Gudu. O menininho que faz o Saroo pequeno é a coisa mais fofinha, ele é apaixonante. Eles vivem em uma região bem pobre e saem para trabalhar para ajudar sua mãe em casa, até que um dia Saroo se perde de Gudu, e não o encontra mais. Depois de algum tempo, Saroo é adotado por um casal australiano e se muda para Melbourne, onde termina sua criação, então somos apresentados a um Saroo já crescido, na pele de ninguém menos que meu britânico-indiano favorito, Dev Patel (que tá todo homão da porra, com todo respeito).

Aliás, ele recentemente ganhou o BAFTA de melhor ator coadjuvante por esse papel, e eu não poderia estar mais feliz, acompanho esse menino desde Skins (eu vi ele crescer – profissionalmente), e não vou negar, Anwar foi e sempre será meu personagem favorito dessa série amorzinho. Então, Saroo cresce, e após conhecer alguns colegas de curso, que são indianos, essas lembranças de sua infância na Índia começam a ficar cada vez mais fortes e ele decide ir atrás de sua família biológica. Mas há nisso tudo um mix de culpa, medo, tristeza, tudo em um bolo só, Saroo fica com um nó na cabeça, e ainda lutando pra não afastar a namorada com todo esse turbilhão de emoções que está rolando na cabeça dele.

Esse filme é sobre família, sobre a busca por uma identidade perdida, mas, sobretudo, é um filme sobre amor. E é tão linda e tão intensa essa trajetória para encontrar o caminho de volta, o Dev teve a sensibilidade necessária para esse papel, de se perceber no meio disso tudo, de se perder junto com o personagem. E o que falar da Nicole Kidman, maravilhosa, soberana, sambando na cara da sociedade. Que mulher foi Sue Brierley, que história ela proporcionou para o mundo! Sim, eu estou loucamente apaixonada nesse filme desde que assisti, ele estreou ontem nos cinemas e é encantador, indico altamente pra todo mundo. Que filmão! Por hoje é só, espero que gostem tanto quanto eu e vamos torcer juntinhos.