17

fev
Precisamos falar sobre Lion
em Cinema

Estive frenética na minha maratona do OSCAR durante esse mês e devo dizer que, ACABEI! Basicamente, na verdade falta um filme e mais dois da categoria de animações. UFA! Mas a gente precisa falar de um filme que me ganhou, e apesar de eu não nutrir nenhuma esperança de que ele vá ganhar o prêmio principal, o que importa é que ele me tem e que por mim daria todos os prêmios pra ele (ao todo são seis indicações, incluindo melhor filme). Eu estou completamente apaixonada por essa história. Eu tenho amado que essa temporada está cheia de histórias reais incríveis e maravilhosas, Lion é uma delas, e minha favorita.

A história começa na Índia na década de 80, com o garotinho Saroo e seu irmão mais velho, Gudu. O menininho que faz o Saroo pequeno é a coisa mais fofinha, ele é apaixonante. Eles vivem em uma região bem pobre e saem para trabalhar para ajudar sua mãe em casa, até que um dia Saroo se perde de Gudu, e não o encontra mais. Depois de algum tempo, Saroo é adotado por um casal australiano e se muda para Melbourne, onde termina sua criação, então somos apresentados a um Saroo já crescido, na pele de ninguém menos que meu britânico-indiano favorito, Dev Patel (que tá todo homão da porra, com todo respeito).

Aliás, ele recentemente ganhou o BAFTA de melhor ator coadjuvante por esse papel, e eu não poderia estar mais feliz, acompanho esse menino desde Skins (eu vi ele crescer – profissionalmente), e não vou negar, Anwar foi e sempre será meu personagem favorito dessa série amorzinho. Então, Saroo cresce, e após conhecer alguns colegas de curso, que são indianos, essas lembranças de sua infância na Índia começam a ficar cada vez mais fortes e ele decide ir atrás de sua família biológica. Mas há nisso tudo um mix de culpa, medo, tristeza, tudo em um bolo só, Saroo fica com um nó na cabeça, e ainda lutando pra não afastar a namorada com todo esse turbilhão de emoções que está rolando na cabeça dele.

Esse filme é sobre família, sobre a busca por uma identidade perdida, mas, sobretudo, é um filme sobre amor. E é tão linda e tão intensa essa trajetória para encontrar o caminho de volta, o Dev teve a sensibilidade necessária para esse papel, de se perceber no meio disso tudo, de se perder junto com o personagem. E o que falar da Nicole Kidman, maravilhosa, soberana, sambando na cara da sociedade. Que mulher foi Sue Brierley, que história ela proporcionou para o mundo! Sim, eu estou loucamente apaixonada nesse filme desde que assisti, ele estreou ontem nos cinemas e é encantador, indico altamente pra todo mundo. Que filmão! Por hoje é só, espero que gostem tanto quanto eu e vamos torcer juntinhos.


5 comentários


19

jan
La La Land está deixando todo mundo apaixonado!
em Cinema

Talvez essa seja a milésima fez que eu falo desse filme aqui (falei dele ontem aqui), e olha que ele só estrou na semana aqui no Brasil. Mas assim como ele tem tirado o fôlego da crítica gringa quase inteira, ele também vem arrancando bons suspiros do público em geral. Mas por que tamanho sucesso? Eu confesso que estava com um pouco de medo de me decepcionar, afinal, espero ele há alguns anos. Não sei se em algumas das vezes em que falei sobre ele eu cheguei a mencionar que ele seria estrelado pela minha queridinha número 1, Emma Watson, junto com o Miles Teller (Whiplash).

Bem, devido aos projetos pessoais da Emma e tendo que conciliá-los com A Bela e a Fera, ela acabou desistindo desse. Com isso, o Miles Teller recebeu uma ligação inesperada do diretor, Damien Chazelle, informando que eles haviam escalado nada menos que minha queridinha número 2, (por acaso também Emma, tá que na verdade é Emily, mas ok), Emma Stone, e que por isso achavam que ele não seria mais a escolha perfeita, substituindo-o por Ryan Gosling. Pois é, pois é, meus caros, essa é a história que pouca gente conhece sobre essa obra-prima. Por fim, desde então comecei a acompanhar esse projeto e aguardar muito por ele, mas com a saída da Emma (Watson) acabei esquecendo um pouco ele na gaveta. Porém, quando surgiu o primeiro trailer oficial eu percebi que seria incrível e que eu não poderia perder.

Na história, Mia, uma jovem aspirante a atriz, conhece Sebastian, um músico apaixonado por jazz que sonha em abrir seu bar para incentivar e ressuscitar o jazz na cidade. A Emma é tão incrível, não me canso de admirá-la, ela consegue trazer fofura, graça e dramaticidade em qualquer personagem que ela se proponha a fazer. A Mia é apaixonante, engraçada, sonhadora, cheia de vida. Já Sebastian é um rapaz convicto de seus ideais, porém, um pouco orgulhoso e inflexível, daqueles que não aceitam novidades, e que vive a vida segundo os seus princípios, pouco disposto a adequações. Que Stone e Gosling têm química a gente já sabe há longos anos, mas esse casal encanta além da conta. Adoro a forma como eles se conhecem e como constroem a relação, é meu casal favorito dos últimos tempos, muito amorzinho.

Assisti o filme essa semana e fiquei completamente arrepiada, impactada, apaixonada. Não sou muito fã de romances e nem de musicais, mas esse em questão conseguiu unir as duas coisas de uma maneira tão sublime e brilhante que me fez ficar por horas apenas relembrando as cenas na minha mente. Sabe, ele não é aquele musical cansativo, massante, muito pelo contrário, ele é extremamente fácil de digerir, as músicas são bem espaçadas,o roteiro é impecável, aliás nisso o Chazelle trabalhou muito bem, ele soube equilibrar a narrativa, colocou as músicas apenas em partes em que elas encaixam bem, sem pesar demais, não saturou a história com música atrás de música. E por falar em música, todas estão uma gracinha, são canções delicadas, doces, e City Of Stars não sai da minha cabeça desde que terminei de assisti-lo, que música! Unido a toda essa graciosidade cantada, ainda tem as cenas coreografadas, um deslumbre à parte, tudo muito lindo, tudo muito lúdico, digno de muitas mais premiações. No mais, é uma homenagem linda à era de ouro de Hollywood, recheado de referências maravilhosas, garanto que você vai reconhecer algumas.

O figuro está lindo demaaaais, quero o guarda-roupa da Mia pra mim. Amei que o estilo dela é super romântico e clássico, se assemelha um pouco ao meu. Adorei os vestidos e sainhas rodadas, os oxfords, as estampas e tecidos coloridos. O que eu achei interessante é que até assistir o filme, eu tinha uma ideia de que ele se passava em tempos antigos, um pouco pelo figurino (que é bem clássico) e também por partes do trailer, só assistindo que eu fui perceber que na verdade não, ele é bem atual. Por fim, resta eu dizer pra vocês que vale muito a pena as duas horinhas de La La Land, mesmo pra você que não gosta de musical, afinal, eu sou uma dessas pessoas e to aqui toda maravilhada. Não posso dizer que é meu favorito, porque ainda faltam vários pra eu assistir, mas tem grandes chances de ser sim. Grandes beijos e espero que gostem também!


2 comentários


18

jan
Aquecimento OSCAR 2017: quais filmes ver no cinema?
em Cinema

Esse mês a minha indicação de filmes será um pouco diferente. Começo de ano é sinônimo de muitas premiações na indústria do cinema, entre elas a mais importante, o Academy Awards, vulgo OSCAR. Resolvi fazer uma listinha de filmes que estão na disputa. Na verdade as indicações oficiais só irão sair no dia 24 de janeiro, mas eu como eu gosto sempre de adiantar minha maratona, eu vou selecionando filmes já indicados para as premiações anteriores a ele, para dar uma base do que pode entrar. Por isso fiz uma listinha de filmes que estão passando atualmente no cinema e que estão marcando presença nas premiações a fora. Confiram!

Moana (Moana – Um Mar de Aventuras)

A mais nova animação da Disney chegou dia 5 de janeiro nos cinemas brasileiros e já está dando o que falar. Desde que foi anunciada, a espera já era grande, mais uma princesa empoderada para o universo Disney Princesas, dessa vez, com quadris mais largos, pernas mais grossas, quebrando aquele padrão corpo de Barbie, presente em todas as princesas anteriores. Moana é da polinésia, uma ilha localizada na Oceania, portanto, também não é branca, seu cabelo é crespo e volumoso, ela é forte, aventureira e não é lady like. Ainda não assisti, mas estou doidinha pra ver, eu adoro essa onda de princesas cada vez mais fora dos padrões, já conto como presença garantida no OSCAR.

La La Land (La La Land – Cantando Estações)

La La Land mal chegou aos cinemas brasileiros e já está arrancando suspiros de todo mundo. A crítica especializada está apaixonada, e o público só elogia. La La Land é um musical (sim, eu não sou nada fã de musicais e sei que também não é a preferência da maioria) que homenageia Hollywood (já falei sobre ele nesse post aqui). Uma aspirante a atriz, Mia, vivida por Emma Stone e um músico, Sebastian, interpretado por Ryan Gosling, se apaixonam. Os dois vivem uma linda história de amor enquanto correm atrás de seus sonhos. Parece simples, mas o roteiro, unido a uma excelente direção, e atuações de primeira linha, já lhe rendeu o título de maior ganhador do Globo de Ouro da história, com 7 prêmios conquistados, entre eles de melhor direção, melhor filme de comédia ou musical, melhor ator e atriz, etc. Ryan e Emma juntos de novo? Como não amar? La La Land estreou na última quinta-feira, 12, então corre pra garantir a sua poltrona que está maravilhoso.

Hacksaw Ridge (Até o Último Homem)

Hacksaw Ridge é outro filmão que promete nessa temporada. Aplaudido de pé por vários minutos após sua exibição no festival de cinema de Toronto, ele é dirigido por Mel Gibson e protogonizado por Andrew Garfield e é baseado em fatos reais. Garfield vive Desmond Doss, um socorrista e soldado norte-americano na II Guerra Mundial que se negou a matar pessoas, com isso dedicou o seu período na guerra a salvá-las. Sem um único tiro disparado, Desmond se tornou o único objetor a receber a medalha de honra, e agora temos a oportunidade de ver essa incrível história de amor e abnegação nas telonas, a partir do dia 26 desse mês.

Hidden Figures (Estrelas Além do Tempo)

Hidden Figures, ou Estrelas Além do Tempo, chega aos cinemas nacionais dia 2 de fevereiro e também é baseado em uma história real. Doroty Vaughan (Octavia Spencer), Mary Jackson (Janelle Monáe) e Katherine Johnson (Taraji P. Henson) são três amigas negras em plena guerra fria que, juntas, são umas das grandes responsáveis por trás do sucesso da NASA na corrida espacial contra a Rússia. Elas são obrigadas a trabalhar separadas da equipe devido sua cor de pele, e precisam vencer o preconceito para conquistarem sua ascensão e respeito no emprego. Esse time é poderoso, e ainda tem Kirsten Dunst, Jim Parsons e Kevin Costner. Não perderia por nada.


0 comentários


08

dez
Animais Fantásticos e Onde Habitam é uma lindeza
em Cinema

Olá, pessoal, tudo bem? Eu gostaria de ter falado sobre esse filme logo que ele lançou, mas como não consegui vê-lo na pré-estreia e nem na estreia, acabei deixando pra quando realmente tivesse tempo de ver, e vi apenas na semana passada. Fiquei um tempo refletindo se ainda tinha o timing pra liberar uma resenha dele, mas acho que antes tarde que mais tarde, certo? É um filme muito especial pra mim, pois acho que vocês já perceberam que eu sou potterhead fanática, então ele realmente significou muito pra mim. Primeiramente gostaria de alertá-los para os possíveis SPOILERS, pois é impossível fazer uma resenha decente sem liberar nadinha de spoiler, não pretendo contar detalhes chave da história, mas uma coisa ou outra sempre acaba escapando, então vocês estão avisados.

Os primeiros segundos do filme já foram o suficiente pra que eu me emocionasse e deixasse as lágrimas rolar, aqueles segundinhos de Hedwig’s Theme (a música de abertura de Harry Potter) foi demais pro meu coraçãozinho. Passado o momento da emoção inicial decidi focar em assistir o filme sem tentar deixar com que a expectativa e o amor por Harry Potter atrapalhasse minha experiência. Ouvi muita gente dizer que se decepcionou, pois não é Harry Potter, que sentiu falta dos personagens ou mesmo de Hogwarts e do mundo bruxo britânico. Como eu já estava inteirada sobre a história tinha uma noção de como seria, sabia que seria nos Estados Unidos, com novos personagens, com uma nova história, apenas dentro do mesmo universo e fui para o cinema muito esclarecida quanto a ele, não tive, portanto, motivos pra me decepcionar com isso, e achei o filme muito bom, muito bem trabalhado, bonitinho em algumas partes, porém, ele é bem mais sombrio e sério que toda a série de Harry Potter.

Mas é claro que o fãs da série também foram presenteados com algumas referências no decorrer do filme, o que também é bem legal. Eu adoro isso em spin-offs, as informações se cruzando, ouvir o nome daquele personagem favorito da outra obra, ou recordar lugares que fazem parte de outro universo, isso que torna o mundo do cinema tão mágico, principalmente quando a gente fala do universo de Harry Potter, neah!? Foi pouca coisa, mas achei que foi o suficiente, não tem porque ficar misturando as duas coisas o tempo inteiro, já aceitei que é algo a parte, não vejo necessidade de ficar citando tudo e todos, gostei que foi discreto, não ficou forçado.

Eu adorei os personagens novos, principalmente o Newt e o Jacob. O Jacob é um no-maj, um trouxa, e a presença dele foi muito importante para quem não cresceu assistindo Harry Potter, e agora está entrando de cara nesse universo novo, que é mais adulto e, por isso, tende a trazer um público diferenciado. Já o Newt, é importante pra quem acompanhou a série desde o início, mas estava acostumado com o mundo mágico na Grã-Bretanha. Como o Newt é britânico, tudo que ele sabe é nós sabemos também, então à medida que ele vai se adequando às coisas no novo ambiente, acontece igualmente com a gente, achei isso bem interessante, porque eles acabam sendo os nossos guias, de certa forma. O Jacob é engraçadíssimo, ele protagoniza os momentos mais engraçados do filme, ele é despachado e muito gente boa, enquanto o Newt é todo tímido, quietinho, mas que se solta de verdade quando está com seus animais, eles são sua verdadeira paixão. À parte disso, tem também as irmãs Goldstein, a Tina e a Queenie, ambas muitos diferentes entre si, uma super tímida e certinha (Tina) e outra extrovertida e carismática, que faz sucesso com os rapazes, mas é uma fofa.

Outro ponto bem legal foi entrar na maleta do Newt e descobrir todo aquele universo de criaturas, achei isso demais, e alguns deles também fizeram parte de momentos cômicos. No entanto, acabei por entender, que, apesar de eles darem nome ao filme, no fim eles estão longe de ser a trama principal, que acaba girando em torno dos acontecimentos no ministério da magia norte-americano, o MACUSA, quanto à exposição do mundo bruxo em função da caça às bruxas que está acontecendo no mundo no-maj, além do pânico que vem sendo instaurado pelo bruxo mais temido da época, o Grindelwald. Com isso, somos apresentados a um outro núcleo, mais sério e bem menos gente boa que o anterior. É nele que conhecemos o personagem de Colin Farrell, Percival Graves, um auror, líder das investigações contra crimes no mundo bruxo. O MACUSA é liderado pela presidente Seraphina Picquery, papel de Carmen Ejogo, uma mulher poderosa e muito severa.

Paralelo a isso, ainda temos Credence, um menino bastante sinistro, interpretado por Ezra Miller, que é filho adotivo de Mary Lou, uma mulher bastante rígida com seus filhos adotivos, e líder da Sociedade Filantrópica Nova Salém (ou os Segundos Salemianos), que luta pela exposição e caça aos bruxos. Conforme o filme vai passando vamos percebendo que Credence tem um certo interesse no mundo mágico. Gente, o Ezra Miller tá muiiiiito bom no papel, a atuação dele está incrível, o papel dele é pesado, é denso, mas ele tirou de letra, tá maravilhoso.

Por fim, vamos falar das sequências. Animais Fantásticos terá quatro continuações, mas creio que os animais não deverão aparecer mais com tanta frequência nos seguintes, eles ficam meio em segundo plano na história. O foco nos próximos filmes, até onde sei, será a ascensão de Grindelwald até sua derrota para Dumbledore (sim, ele deve aparecer já no próximo filme), em 1945, o que significa que acompanharemos mais 19 anos a frente, uma vez que esse primeiro filme se passou em 1926. A intenção seria acompanhar os anos de desenvolvimento do livro de Newt Scamander, Animais Fantásticos e Onde Habitam, acompanhá-lo em suas viagens em busca dessas criaturas e, obviamente, os acontecimentos desse período. Por fim, tudo que tenho a dizer é que já estou muito ansiosa para a sequência, que, infelizmente, será somente em 2018. Até lá, é sentar e esperar.

Espero que tenham gostado resenha, tentei exprimir em palavras tudo que senti assistindo. Beijão e até a próxima!


1 comentário