23

fev
Minha história capilar e como aprendi a controlar as madeixas
em BelezaPessoal

Fala-se muito em auto aceitação e empoderamento nos dias de hoje, não apenas por ser um assunto da moda, mas porque realmente é algo importante pra caramba. Confesso que ainda tenho algumas confusões com os termos vez ou outra, eu acho que é muito importante sim a gente aceitar quem somos e como somos, mas há aquela linha tênue e muito delicada entre aquilo que fazemos porque não nos aceitamos da maneira que somos e o que fazemos porque realmente queremos e nos sentimos melhor fazendo, e isso às vezes acaba se confundindo por si só.

Eu admito que sempre me gostei mais de cabelo liso, portanto, fui escrava da chapinha durante um bom tempo, mas nunca deixei que isso me afetasse a ponto de não sair de casa se não estivesse de chapinha, de vez em quando eu até resolvia usar ele ao natural, (o que durava no máximo uma semana), mas era, de fato, com o cabelo liso que eu me sentia mais bonita, quando eu me olhava no espelho e gostava mais do que via. Meu cabelo já teve vários aspectos, mas num geral ele sempre foi muito “armado”, um pouco sem forma e com muito frizz, é uma mescla de cachos indefinidos e outros mais definidos (em 2011, como na foto acima, ele estava mais cacheado), o que chamaríamos, na verdade, de ondulado, mas definitivamente bem longe do liso, então, meu maior trabalho era pra conseguir controlá-lo. Cheguei a fazer progressiva umas duas vezes, mas não diminuía a trabalheira pra cuidar, já que tinha que secar com o secador, e ainda assim não ficava liso liso, acabava sempre tendo que complementar com a chapinha do mesmo jeito.

Por fim, com o verão aí, sem paciência de passar mais um ano na sofrência, afinal, quando a idade vai chegando, e o empenho vai indo embora, então não tenho mais vontade de ficar suando em bicas na frente do secador a cada lavagem, então decidi me libertar. Fui para o mar, corri, suei a cabeleira, lavei quantas vezes possível e to curtindo o meu volume, que já é bem menor que em anos atrás. Agora eu só preciso mesmo é me recuperar da franjinha ridícula que decidi cortar, pra jogar o cabelão pro lado com gosto. Na foto acima ele já estava bem mais bonito, brilhoso e com menos frizz (e estava 100% virgem), repara que eu dava uma leve chapada nas pontas.

Com isso aprendi a dar pra ele o que ele precisa, pra ajudar a controlar o volume e deixar ele mais do jeito que eu gosto. Não aplico nenhum segredo mágico, é mais um leave-in mesmo e procurar manter ele afastado do vento quando molhado, além de NUNCA, mas nunca mesmo, passar a escova. Ainda há muita falta de conhecimento sobre os cabelos ondulados, cacheados e crespos, e considero o maior erro do mundo pentear ele depois de seco, ele perde toda a forma, além de ser um grande inimigo do volume (se esse é um problema pra você). Portanto, escova/pente só com o cabelo recém saído do banho e/ou durante, que é o meu caso. E é isso, aprendi a lidar com ele e agora é só alegria. Não precisei fazer nenhum tipo de transição, pois a escova já nem estava mais no meu cabelo, uma vez que era algo que fiz só uma vez (tinha feito outra 6 anos atrás) e nem tinha pegado direito, então pra mim foi super natural. Mas se você está pensando em aderir ao seu cabelo natural e tem essa questão, indico muita pesquisa sobre o assunto, e têm ótimas blogueiras que também estão passando por esse processo, uma delas é ninguém mais que a Bruna Vieira do Depois dos Quinze, que inclusive fez esse post aqui sobre o assunto.

Finalmente consegui chegar em um aspecto que estou amando muito. Ele está com menos volume, não está tão brilhoso e sedoso como na segunda foto porque química tem dessas coisas, neah, mas num geral estou bem satisfeita. O meu cabelo é mais liso na raiz mesmo, mas as vezes eu dou uma chapadinha despretensiosa na franja porque ela está curtíssima e está em dando o maior trabalho pra deixar ela bonitinha, mas creio que quando ela crescer nem isso mais será necessário. Acho que o importante nisso tudo é você aprender o que fica bem no seu cabelo, como ele fica melhor em você e o que deixa ele mais bonito. Eu estou muito feliz com o meu.


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