29

jun
O Episódio final de PLL: crítica azeda e sem spoiler

Anteontem foi a final de Pretty Little Liars, PLL para os íntimos. Ao todo foram 160 episódios no decorrer de 7 temporadas. Foram 7 longos anos acompanhando a série (até mais, acho) que vai deixar muitos com saudades, porém, muitos, como eu, aliviados que finalmente chegou ao fim. Não me levem a mal, eu gostava muito da série no começo, mas a criadora começou a encher muita linguiça e abusar demais da nossa inteligência, com roteiros confusos, muitas pontas soltas, e soluções preguiçosas para questões importantes, isso quando teve solução. A série começou de um jeito, e se perdeu durante todo o caminho, mas a partir do momento em que a personagem, que era o foco central da série, Alison, finalmente retornou, já sem nenhuma explicação plausível sobre o seu sumiço durante tantos anos, aí degringolou de vez. Ou seja, eles quiseram trazer a personagem de volta, mas não conseguiram recolá-la na trama de forma digna, ela acabou esquecida, como se tudo que ela foi, não representasse nada para a história. Com isso, novas tramas cada vez mais sem pé nem cabeça, foram surgindo, e o sumiço da Alison foi esquecido como que num passe de mágica. Não é a toa que lá pelas tantas, não haveria mais o que criar ao redor dessa história, que já perdeu inclusive, o seu principal vilão, A.

Que o forte de I. Marlene King não é o roteiro nós já sabíamos há longos anos, mas ela usou e abusou de nossa boa vontade por muito tempo, e mais ainda em seu episódio final da série na noite de terça-feira. Foram 1 hora e 38 minutos de um episódio que se preocupou mais com apresentar um epílogo de um ano adiantado, e bem menos pra revelação mais importante da série no momento e toda a resolução desse problema. No fim, tivemos, o já usado à exaustão, Deus Ex-machina (vide google). Sabe quando você está com preguiça de pensar em um desfecho que realmente faça sentido pra resolver toda aquela bagunça que você criou e daí você prefere simplesmente jogar tudo pra debaixo do tapete e bolar uma nova história mirabolante só pra dizer que seu trabalho foi feito? Pois é, foi isso que Marlene fez (é isso o que ela vem fazendo há anos, na verdade). No fim, o grande X da questão foi resolvido por um personagem que nunca se quer houve nenhuma menção durante sete anos de série, alguém que nem sabíamos que existia, não fosse a dúzia de teorias, tão mirabolantes quanto, que surgiam dia após dia na internet.

Descobrimos o grande vilão das últimas temporadas, mas ficou um gostinho de “é pra isso que perdi sete anos da minha vida?”. Soluções forçadas (fazendo uso constante de elementos além de nossa era tecnológica), sensação de deja vu (usando dos MESMOS recursos um milhão de vezes), zero suspense, zero emoção. Um episódio tão grande, com respostas jogadas quase que aleatoriamente e com explicações vazias, e um problema solucionado de forma milagrosa em questão de menos de 1 minuto. E de presente pros fãs alguns minutos de felicidade intensa dos personagens principais, seguidas de duas cenas pra lá de bizarras. E foi assim que Aria, Spencer, Hanna, Emily e Alison se despediram.

Concluindo, uma série que tinha tudo pra ser ótima, uma das precursoras do gênero de suspense para adolescentes, abordando de forma tão natural um assunto tão delicado como a orientação sexual, entre outros, pecou por roteiros forçados e confusos, sem amarras e sem noção. Nos fez engolir a seco, não uma, nem duas vezes um mesmo tipo de saída, me fez, muitas vezes, dar risada de algumas cenas, tão mal construídas, nos forçando a acreditar na onisciência, onipotência e onipresença de um personagem que mais parecia Deus, e não ser um humano comum. Extrapolou todos os limites com máscaras de silicone perfeitamente ajustáveis ao rosto e 100% reais, hologramas de uma tecnologia altamente avançada, crianças separadas da mãe ao nascer (aos montes), e todo mundo no fim ia parar no sanatório. Que aliás, Rosewood, tão pequena, provavelmente não tinha nem uma maternidade, porém, tinha um sanatório. É por essas e outras que não, não sentirei saudades, sinto apenas a sensação de dever cumprido por ter aguentado por tanto tempo e ter, finalmente, conseguido chegar ao fim.

Sei que provavelmente serei alvejada pelos milhões de fãs da série, mas se você ficou satisfeito, não só com o final, mas com as últimas 4(?) temporadas, ótimo pra você. Eu tenho achado tudo forçado, e teria abandonado muito antes, se Marlene não prometesse todo ano que seria a última temporada, e eu, trouxa, sempre acreditava. Eu queria um final, isso eu queria, e tive, já não aguentava mais, mas foi fraco, beeeem, fraco, mas afinal, o que mais dava pra esperar? Agora, se até I. Marlene King soube quando parar, será que a produção de The Walking Dead saberá? Mas isso é uma questão para um outro episódio.


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07

mar
Welcome to Riverdale

E o meu vício em séries não me dá sossego. Mal eu termino de assistir uma série nova já surge uma outra história eletrizante pra me prender. Depois do meu post sobre as séries teens de terror/suspense, achei que eu sossegaria um pouco com o gênero, mas hoje vim aqui para falar sobre Riverdale, a nova série CW, que no Brasil é exibida pela Warner Channel. Riverdale é baseada nos quadrinhos da Archie Comics, que acabou virando desenho, lá na década de 60, conhecido como a Turma do Archie, e há, também, a presença de Josie e as Gatinhas (acho que você deve se lembrar delas), no entanto, o enfoque aqui é bem sombrio. A história começa com a morte de Jason Blossom (Trevor Stines), irmão gêmeo de Cheryl Blossom (Madelaine Petsch), os jovens da família mais rica da pequena cidade de Riverdale, e sua trama se desenvolve na busca pelo seu assassino.

No decorrer dos episódios vamos acompanhando e conhecendo mais sobre os moradores dessa cidade e percebendo que todos os personagens se escondem por trás de segredos e mentiras (o que torna a história ainda mais interessante) desde o protagonista Archie Andrews (K.J. Apa), que sonha em viver de sua música, até os controladores pais de Betty Cooper (Lili Reinhart), melhor amiga e vizinha de Archie. É, também, logo no primeiro episódio, que somos apresentados a Veronica Lodge (Camila Mendes), uma patricinha recém-chegada de Nova York, após seu pai se envolver em em escândalo nacional, e a Jughead Jones (Cole Sprouse), melhor amigo de Archie, o esquisitão da cidade.

Sei que tudo isso tem um que de Pretty Little Liars, mas por mais que soe como uma série adolescente de mistério brega e totalmente clichê, ela tem um potencial enorme, uma história intrigante que, se bem desenvolvida, pode se tornar seu mais novo vício. Confesso que já estou bem viciadinha, mas se você ainda não se convenceu, talvez os 92% nas top críticas do Rotten Tomatoes te convença, a crítica tem falado super bem da série na gringa, e isso inclui o New York Times e o Washington Post, mas óbvio que você não é obrigado a gostar também, mas quem sabe isso te instigue a pelo menos dar uma chance pra série.

Riverdale vai ar todas as segundas-feiras às 21h40 com reprise aos domingos às 09h20.


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04

nov
The Crown: a Rainha britânica como você nunca viu

A nova série original da Netflix, The Crown, teve sua primeira temporada lançada hoje, 4, com 10 episódios e uma produção magnífica, é, também, a mais cara já produzida pela companhia. Assisti hoje aos dois primeiros episódios e já estou encantada e doida pra ver mais.

The Crown contará a história da Rainha Elizabeth II da Inglaterra, desde seu casamento com o príncipe Phillip, passando pela morte de seu pai, o Rei George VI, e sua coroação. O foco está em sua vida íntima, e nos primeiros anos de seu reinado, quando ela terá de se entender com o primeiro ministro da época, Winston Chruchill, e todos os desdobramentos de seu reinado, logo após a coroação, bem como lidar com os intempéries de sua vida pessoal. A série deverá contar com 10 temporadas, de 10 episódios cada.

Achei a produção realmente sensacional, desde a belíssima fotografia, até o figurino, que está deslumbrante. Adorei essa ideia de conhecer uma rainha Elizabeth mais jovem, durante seus 20 e poucos anos, e seu relacionamento com o marido. As atuações estão igualmente impecáveis, a rainha é interpretada por Claire Foy, que não tem um currículo muito extenso, nunca havia visto nada com ela, até então, mas já adoro seu semblante, seus olhares. Aliás, acho espetacular que algumas cenas eles não precisam nem dizer nada, falam apenas com olhares, e a gente entende e sente o que eles estão sentindo. O príncipe Phillip já é um grande conhecido de uma boa parte do público, pelo menos o público fã de Doctor Who (confesso que nunca assisti, shame on me), o ator Matt Smith encarnou o papel. Há ainda a irmã mais nova de Elizabeth, a princesa Margaret, vivida por Vanessa Kirby, achei a atriz uma graça.

Bem, essa é a dica de hoje, não deixem de conferir, a produção está um arraso de verdade, acho que vale a pena perder uma horinhas, além de que é um prato cheio pra quem gosta de história. Assiste e depois conta aqui o que achou.


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18

out
4 séries de terror adolescente do momento
em SériesTV

E aí, tudo bem? Hoje vim trazer um tema com dicas e reviews de algumas séries que venho acompanhando, e notei uma certa inclinação das produtoras americanas pelo gênero de terror, e principalmente, terror envolvendo crianças e adolescentes. Não vou mentir, ADORO! Eu sempre tive essa síndrome de Peter Pan, e como já devo ter falado aqui, sou uma grande entusiasta dos filmes e séries de suspense/terror. Aí que resolver juntar tudo isso em um post e apresentar o que está em alta nas telinhas da gringa. Chega mais!

Stranger Things

Vamos começar com a queridinha do momento, a qual dispensa apresentações, Stranger Things, o grande trunfo da Netflix. A série fez um sucesso absurdo, já tem segunda temporada confirmada, e essas fofuras de elenco mirim vem arrancando suspiros e fazendo todo mundo vomitar arco-íris por aí. Eles roubaram a cena no EMMY, no último domingo (18), e têm colecionado entrevistas divertidas e fãs pelo mundo todo. Mas vamos falar do que importa. Há quem discorde com a inserção da série no gênero de horror e sim como sci-fi, já eu a classificaria como um sci-fi/horror, pois não deixa de ter um pouco dos dois, mas concordo que acaba pendendo mais pro lado do sci-fi. Independente de rótulos, a série foi aclamadíssima pela crítica, tanto pela especializada, quanto pela crítica fervorosa dos espectadores de plantão. Creio que o grande ponto alto quando falamos em Stranger Things são as referências a grandes clássicos dos anos 80, tais como E.T., Os Goonies, Conta Comigo, etc., e vários easter eggs perdidos pelos episódios.

Além disso o elenco foi um prato cheio pra todos que puderam apreciar essa série, o núcleo infantil merece uma surra de aplausos, um entrosamento e química incrível, alívios cômicos sensacionais da parte do personagem Dustin (Gaten Matarazzo), e a interpretação da fofíssima da Millie Bobby Brown como a Eleven que, mesmo com poucas falas, conseguiu se expressar tão bem. Adorei também o desenvolvimento da trama do núcleo adolescente, teve mistério, romance, clichês e quebra de clichês na medida. Fora isso, obviamente o núcleo adulto também não fica atrás, com Winona Ryder na pele de uma mãe em desespero após o desaparecimento de seu filho caçula, convence, emociona, achei que ela estava muito bem mesmo. E, é claro, também o David Harbour, como chefe de polícia Hopper, que teve uma evolução notável no decorrer da temporada. Por fim, com uma fotografia excepcional, Stranger Things encantou meio mundo, que já estão aqui, órfãos e ansiosos para uma segunda temporada ainda mais brilhante. Continue lendo »


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