27

jul
3 canais sobre cinema para você conhecer no Youtube
em Cinema

Hoje vim compartilhar com vocês indicações de youtubers de cinema pra você que gosta de conferir aquela crítica dos filmes que estão rolando por aí, querem indicações de filmes pra assistir, ficar de olho nas premiações mais importantes, aprender um pouco mais sobre essa arte maravilhosa que é o cinema, ou somente para se distrair um pouco. Trouxe 3 canais que amo sobre o tema, talvez vocês conheçam, talvez não, mas espero que gostem.

1. Pipocando

Meio difícil você não conhecer o Pipocando, mas se você é não é muito ligado em canais do youtube isso é bem possível. O Pipocando é um canal que já existe desde 2013 e fala principalmente sobre filmes, mas às vezes também se arrisca a falar de séries, seus principais vídeos são os com listas temáticas, por exemplo: 7 cenas de corrida mais insanas do cinema, 15 séries que você assistia depois da escola, 6 efeitos toscos em filmes famosos, etc.

Além disso, o canal é apresentado pelos figurões Bruno Bock e Rolandinho, o que torna os vídeos sempre muito hilários e te arranca várias gargalhadas. Fora os vídeos de listas, há também críticas sobre os filmes que estão bombando no cinema, feitas pelo Gabriel Gaspar do canal Acabou de Acabar. Eu não diria que ele é um canal pra ser levado a sério, no sentido que ele é mais leve e com tom de comédia, com uma edição divertida e piadinhas entre os dois. O Pipocando hoje cresceu e se expandiu, surgindo também o Pipocando Games e o Pipocando Música, esse segundo apresentado pelo Bruno Bock com o Júnior Lima, isso mesmo, o eterno Sandy Jr.

2. Carol Moreira

A Carol Moreira é meu amorzinho dessa internet. Ela é formada em cinema pela UnB e talvez você já tenha visto ela na Warner Channel, onde ela é apresentadora e faz várias entrevistas, visita sets de filmagens, entre outros. O canal da Carol possui várias críticas sobre os filmes e séries que estão mais em alta na atualidade, e ela fala de uma maneira muito despretensiosa e acessível, para que qualquer um possa entender, mesmo que você não tenha nenhum entendimento em cinema. Além disso, ela também tem alguns vídeos sobre a história do cinema e especiais de diretores importantes, vlogs de viagens, alguns vídeos em que ela responde perguntas sobre a área do cinema e como é ser uma apresentadora, entre outras curiosidades, e, óbvio, muitas dicas de filmes e séries pra você assistir.

A Carol também posta muitos vídeos com entrevistas com atores e elencos incríveis, as perguntas são muito inteligentes e tornam as entrevistas super interessantes, você que ela estudou muito sobre os entrevistados, e acho isso muito bacana. E pra não parar por aí, o canal da Carol possui os melhores vídeos sobre Game Of Thrones que você irá assistir. Os vídeos, que saem toda semana, trazem diversas curiosidades sobre o universo de Westeros, análise de teorias, muitas e muitas explicações e, na época em que está passando GOT ainda há os vídeos sobre cada episódio, que, nesse ano, estão em formato de lives, que vão ao ar toda segunda-feira às 10 da manhã, comentando cada cena tim-tim por tim-tim. Para a realização desses vídeos, ela compartilha a tela com outra youtuber super querida, a Mikannn, que entende tudo sobre Game Of Thrones.

3. Lully de verdade

Luísa Clasen, mais conhecida como Lully, é carioca, porém, criada aqui na minha cidade maravilhosa, Curitiba, e aqui ela se formou em cinema pela FAP (Faculdade de Artes do Paraná). A Lully tem o canal dela desde 2011, onde antes ela falava sobre moda e beleza, mas acabou decidindo focar no cinema em seus vídeos, fazendo críticas e, também, falando sobre cinema de uma maneira geral, explicando teorias do cinema, história, fazendo vídeos sobre determinado ator(a) ou diretor(a), e mais.

Com o tempo, a Lully foi usando esse espaço, também, para falar sobre um tema muito importante e que eu me identifico muito: feminismo! Ela aborda o feminismo sempre por lá, se você parar pra ver ela deve ter uns 3 ou 4 vídeos apenas discutindo o tema ou explicando porque ela se considera feminista. No entanto, ela também aborda o assunto de uma maneira muito legal, inserindo-o dentro da indústria do cinema, que é a sua área. De opinião muito forte, ela também gosta de falar sobre representatividade e dar destaque para filmes importantes para essas causas. E se vocês se lembrarem, eu já falei dela nesse post sobre cabelos coloridos.

Espero que tenham gostado das indicações e que se divirtam tanto quanto eu navegando por esses canais.


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24

jul
5 filmes da minha infância e adolescência na Netflix
em Cinema

Recentemente percebi que alguns clássicos da minha infância e adolescência constam no catálogo da Netflix. E sim, creio que eles já estavam lá há um bom tempo, porém, eu nunca tinha parado para procurá-los, afinal, são filmes que já sei de cor e salteado. Mas estou em uma fase muito nostálgica, e ao passar por alguns deles nessa semana, enquanto procurava algo para assistir, de repente me veio à tona uma vontade louca de assistir todinhos eles. Então trouxe 5 filmes que fizeram parte da minha infância e da minha adolescência, os meus queridinhos, sabe, aqueles clássicos da sessão da tarde, que cansávamos (só que não) de assistir.

As Patricinhas de Beverly Hills (Clueless)

O primeiro da lista não poderia ser diferente. Esse filme foi provavelmente o primeiro filme em que eu me viciei, e foi provavelmente onde o meu gosto pela moda aflorou, e eu devia ter uns 6 anos na época que assisti pela primeira vez. Cher Horowitz (Alicia Silverstone) é apaixonante, aquele patricinha do bem, ingênua e extremamente fofa, mesma quando tira as garrinhas de fora. Lembro-me do encantamento com o seu super sistema de guarda-roupas, algo que hoje já é basicamente uma realidade. E como um filme de patricinhas não seria nada na época sem um mocinho, temos o Josh (Paul Rudd), e juntos eles formam o casal mais bonitinho do cinema.

Ela é Demais (She’s All That)

Outro filme que eu era viciadíssima, mas já na fase mais pré-adolescente, era Ela é Demais. Ele trazia uma temática que acabou ficando bem popular, que é da mocinha fora do padrão, tida como a esquisitona do colégio, que passa por uma transformação e se torna a gata que todos querem. Um clássico da época. Esse filme era estrelado pelo lindo do Freddie Prinze Jr. no papel de Zack e Rachel Leigh Cook na pele da doce e atrapalhada Laney. Eu tinha esse filme gravado e fita cassete, e perdi as contas de quantas vezes eu o assisti e re-assisti. Minhas cenas favoritas são a que ela aparece toda linda ao som de Kiss Me, e a cena do baile em que todos dançam Funk Soul Brother em uma coreografia animadíssima, sensacional.

Tudo Que Uma Garota Quer (What a Girl Wants)

Tenho um milhão de motivos para amar esse filme. Primeiro, ele é estrelado pela minha teen star favorita da época, Amanda Bynes, depois que ele é todo ambientado em Londres, minha cidade dos sonhos, e pra ajudar, é super ao estilo conto de fadas. Ele é engraçado, tem toda aquela coisa da nobreza, tem o Oliver James (fofo e canta super bem), e como se não tivesse como melhorar, tem o Colin Firth (<3). A temática é bem clichê, porém, é disso que a gente gosta quando é adolescente, não é mesmo!? Uma garota americana criada apenas pela mãe descobre que é filha de um lorde britânico e vai até Londres atrás dele. Obviamente, Daphne (Amanda) é toda atrapalhada e seu comportamento não é o esperado para uma dama, e ~ narrador da sessão da tarde mode on ~ ela acaba aprontando altas trapalhadas com a realeza britânica ~ mode off. No fim, seu pai percebe que a ama e decide colocá-la como sua prioridade, fazendo as pazes com sua mãe, após descobrir que eles só se separaram por uma armação contra eles. E eles vivem felizes para sempre em seu castelo maravilhoso. Falando assim até parece bem tosco, mas é tão demais.

Para Sempre Cinderela (EverAfter)

Quem nunca assistiu Para Sempre Cinderela!? Favor não responder à retórica, pois saiba que se você não assistiu você é um E.T. (que por sinal, também tem a Drew Barrymore ~ piadinha infame). Enfim, esse é um grande clássico da sessão da tarde, daqueles que eu assistia sempre que passava, com baldinho de pipoca e tudo. Fiz um post sobre ele aqui no ano passado, e, recentemente a Netflix adicionou-o ao seu catálogo de filmes, o que me deixou muito feliz e tentada a assistir mais um milhão de vezes. O filme é uma adaptação da história da Cinderela, como vocês já devem imaginar, porém, com algumas alterações. Nele, a mocinha se chama Danielle, uma jovem camponesa, cujo pai se casa com uma baronesa que vai morar com eles junto de suas duas filhas. Nessa adaptação uma das irmãs é boa e, inclusive, ajuda Danielle sempre que possível. Gosto dessa ideia de Cinderela, pois ela é moleca e corajosa, podemos vê-la lutando e ela não é aquela garotinha frágil e indefesa que costumamos imaginar. Após ter seu sapatinho perdido no baile encontrado pelo príncipe, eles se casam, e a madrasta megera e sua filha arrogante têm o que merecem. Gosto do epílogo.

O Jardim Secreto (The Secret Garden)

Para alguém que gosta de magia e mistério como eu, O Jardim Secreto é um prato cheio. O filme é enigmático, sombrio, porém, encantador. Quando a pequena Mary Lennox fica órfã, ela é mandada para a casa de seu tio na Inglaterra, seu único parente vivo. A propriedade é enorme, fúnebre, o tempo é frio e quase não se vê sol por lá, seu tio quase nunca está presente e não parece muito interessado em vê-la. Quando em um dia de tédio, ela é incentivada por sua criada a explorar os arredores, Mary encontra um velho jardim abandonado. Com a ajuda de seu novo amigo Dickon ela está disposta a arrumar aquele lugar e fazer com que floresça na próxima primavera. Há também toda a história de seu primo Colin, o garoto que viveu a vida inteira em uma cama por acreditarem que ele era doente. É uma linda história de amizade, esperança e vida. Toda criança deveria assistir o jardim secreto, ele é magico sem precisar de magia, é acolhedor e maravilhoso, sem dúvidas um dos meus favoritos.


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17

fev
Precisamos falar sobre Lion
em Cinema

Estive frenética na minha maratona do OSCAR durante esse mês e devo dizer que, ACABEI! Basicamente, na verdade falta um filme e mais dois da categoria de animações. UFA! Mas a gente precisa falar de um filme que me ganhou, e apesar de eu não nutrir nenhuma esperança de que ele vá ganhar o prêmio principal, o que importa é que ele me tem e que por mim daria todos os prêmios pra ele (ao todo são seis indicações, incluindo melhor filme). Eu estou completamente apaixonada por essa história. Eu tenho amado que essa temporada está cheia de histórias reais incríveis e maravilhosas, Lion é uma delas, e minha favorita.

A história começa na Índia na década de 80, com o garotinho Saroo e seu irmão mais velho, Gudu. O menininho que faz o Saroo pequeno é a coisa mais fofinha, ele é apaixonante. Eles vivem em uma região bem pobre e saem para trabalhar para ajudar sua mãe em casa, até que um dia Saroo se perde de Gudu, e não o encontra mais. Depois de algum tempo, Saroo é adotado por um casal australiano e se muda para Melbourne, onde termina sua criação, então somos apresentados a um Saroo já crescido, na pele de ninguém menos que meu britânico-indiano favorito, Dev Patel (que tá todo homão da porra, com todo respeito).

Aliás, ele recentemente ganhou o BAFTA de melhor ator coadjuvante por esse papel, e eu não poderia estar mais feliz, acompanho esse menino desde Skins (eu vi ele crescer – profissionalmente), e não vou negar, Anwar foi e sempre será meu personagem favorito dessa série amorzinho. Então, Saroo cresce, e após conhecer alguns colegas de curso, que são indianos, essas lembranças de sua infância na Índia começam a ficar cada vez mais fortes e ele decide ir atrás de sua família biológica. Mas há nisso tudo um mix de culpa, medo, tristeza, tudo em um bolo só, Saroo fica com um nó na cabeça, e ainda lutando pra não afastar a namorada com todo esse turbilhão de emoções que está rolando na cabeça dele.

Esse filme é sobre família, sobre a busca por uma identidade perdida, mas, sobretudo, é um filme sobre amor. E é tão linda e tão intensa essa trajetória para encontrar o caminho de volta, o Dev teve a sensibilidade necessária para esse papel, de se perceber no meio disso tudo, de se perder junto com o personagem. E o que falar da Nicole Kidman, maravilhosa, soberana, sambando na cara da sociedade. Que mulher foi Sue Brierley, que história ela proporcionou para o mundo! Sim, eu estou loucamente apaixonada nesse filme desde que assisti, ele estreou ontem nos cinemas e é encantador, indico altamente pra todo mundo. Que filmão! Por hoje é só, espero que gostem tanto quanto eu e vamos torcer juntinhos.


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19

jan
La La Land está deixando todo mundo apaixonado!
em Cinema

Talvez essa seja a milésima fez que eu falo desse filme aqui (falei dele ontem aqui), e olha que ele só estrou na semana aqui no Brasil. Mas assim como ele tem tirado o fôlego da crítica gringa quase inteira, ele também vem arrancando bons suspiros do público em geral. Mas por que tamanho sucesso? Eu confesso que estava com um pouco de medo de me decepcionar, afinal, espero ele há alguns anos. Não sei se em algumas das vezes em que falei sobre ele eu cheguei a mencionar que ele seria estrelado pela minha queridinha número 1, Emma Watson, junto com o Miles Teller (Whiplash).

Bem, devido aos projetos pessoais da Emma e tendo que conciliá-los com A Bela e a Fera, ela acabou desistindo desse. Com isso, o Miles Teller recebeu uma ligação inesperada do diretor, Damien Chazelle, informando que eles haviam escalado nada menos que minha queridinha número 2, (por acaso também Emma, tá que na verdade é Emily, mas ok), Emma Stone, e que por isso achavam que ele não seria mais a escolha perfeita, substituindo-o por Ryan Gosling. Pois é, pois é, meus caros, essa é a história que pouca gente conhece sobre essa obra-prima. Por fim, desde então comecei a acompanhar esse projeto e aguardar muito por ele, mas com a saída da Emma (Watson) acabei esquecendo um pouco ele na gaveta. Porém, quando surgiu o primeiro trailer oficial eu percebi que seria incrível e que eu não poderia perder.

Na história, Mia, uma jovem aspirante a atriz, conhece Sebastian, um músico apaixonado por jazz que sonha em abrir seu bar para incentivar e ressuscitar o jazz na cidade. A Emma é tão incrível, não me canso de admirá-la, ela consegue trazer fofura, graça e dramaticidade em qualquer personagem que ela se proponha a fazer. A Mia é apaixonante, engraçada, sonhadora, cheia de vida. Já Sebastian é um rapaz convicto de seus ideais, porém, um pouco orgulhoso e inflexível, daqueles que não aceitam novidades, e que vive a vida segundo os seus princípios, pouco disposto a adequações. Que Stone e Gosling têm química a gente já sabe há longos anos, mas esse casal encanta além da conta. Adoro a forma como eles se conhecem e como constroem a relação, é meu casal favorito dos últimos tempos, muito amorzinho.

Assisti o filme essa semana e fiquei completamente arrepiada, impactada, apaixonada. Não sou muito fã de romances e nem de musicais, mas esse em questão conseguiu unir as duas coisas de uma maneira tão sublime e brilhante que me fez ficar por horas apenas relembrando as cenas na minha mente. Sabe, ele não é aquele musical cansativo, massante, muito pelo contrário, ele é extremamente fácil de digerir, as músicas são bem espaçadas,o roteiro é impecável, aliás nisso o Chazelle trabalhou muito bem, ele soube equilibrar a narrativa, colocou as músicas apenas em partes em que elas encaixam bem, sem pesar demais, não saturou a história com música atrás de música. E por falar em música, todas estão uma gracinha, são canções delicadas, doces, e City Of Stars não sai da minha cabeça desde que terminei de assisti-lo, que música! Unido a toda essa graciosidade cantada, ainda tem as cenas coreografadas, um deslumbre à parte, tudo muito lindo, tudo muito lúdico, digno de muitas mais premiações. No mais, é uma homenagem linda à era de ouro de Hollywood, recheado de referências maravilhosas, garanto que você vai reconhecer algumas.

O figuro está lindo demaaaais, quero o guarda-roupa da Mia pra mim. Amei que o estilo dela é super romântico e clássico, se assemelha um pouco ao meu. Adorei os vestidos e sainhas rodadas, os oxfords, as estampas e tecidos coloridos. O que eu achei interessante é que até assistir o filme, eu tinha uma ideia de que ele se passava em tempos antigos, um pouco pelo figurino (que é bem clássico) e também por partes do trailer, só assistindo que eu fui perceber que na verdade não, ele é bem atual. Por fim, resta eu dizer pra vocês que vale muito a pena as duas horinhas de La La Land, mesmo pra você que não gosta de musical, afinal, eu sou uma dessas pessoas e to aqui toda maravilhada. Não posso dizer que é meu favorito, porque ainda faltam vários pra eu assistir, mas tem grandes chances de ser sim. Grandes beijos e espero que gostem também!


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